09 Novembro, 2009

tcharam

Lembram disso? Pois é: o cabelo vermelho já pintei (falta ficar mais vermelho, é verdade), o piercing tá lindo, leve e cicatrizando direitinho, as polainas roxas e lenço de oncinha eu já uso e o vestibular, vou prestar no final do ano (acrescente Astronomia às opções).
Faltava a tattoo. É, faltava...Porque nesse sábado fui numa festa, rolou sorteio de tattoos e piercing - e adivinhem, fui sorteada! Provavelmente amanhã vou conversar sobre o desenho, tamanho, cores, etc.

legal né? Pois é, depois dessa eu realmente me acho uma lucky girl. ;)

06 Novembro, 2009

que eu gosto

Cheiro de grama cortada.
Cheiro de café.
Cheiro de chuva.
Cheiro de cigarro no ar.
Cheiro de terra molhada.
Cheiro de jasmin.
Cheiro de churrasco.
Cheiro de cabelo limpo.

04 Novembro, 2009

a arte de ser mala

E na segunda, no ônibus em direção ao Arpoador, tinha um casal na nossa frente. Turistas. E babacas. Explico:

Do Corcovado, resolvi levar minha amiga pra passear em Ipanema, já que o tempo estava ótimo e no outro dia ela iria embora. Tá, pegamos o ônibus, eu perguntei pro motorista se ele passava por lá...ok.

Depois de um tempinho, liguei pra um amigo que estava participando da Zombie Walk (que não participei esse ano DE NOVO – mas foi por uma boa causa...afinal, com um tempo lindo, não dava pra ficar em dúvida entre levar minha amiga no Corcovado ou pra uma passeata zumbi, né?):


- Lobão, tá aonde?

- Ah, tô aqui no Arpoador!

- Ah, beleza! Tava pensando mesmo em ir pro Arpoador... Me espera que daqui a uns 10min tou chegando.

- Beleza então!


Optei pelo Arpoador (que fica entre Copacabana e Ipanema), porque é um lugar LINDO, com uma visão maravilhosa das praias cariocas. Só que eu não sou acostumada a andar direito por lá, quase nunca vou à praia...então o que a gente faz quando não sabe chegar num lugar? Pergunta! Pois é, isso é coisa que o casalzinho sabia fazer muito bem, mas acho que eram muito burros pra entender a mesma explicação 3 vezes (se é que não perguntaram pra mais pessoas como chegar no Arpoador).

Bem, isso era em Botafogo. Quando chegamos em Copa, o casal se virou e perguntou DE NOVO, dessa vez pra mim:


-Você sabe aonde é pra descer no Arpoador?

- Olha, é depois do túnel. Mas não tenho certeza não viu, é bom perguntar pro cobrador.


Calma lá, quer dizer que os FDPs tavam ouvindo a minha conversa? E acham que é fofo se intrometer na conversa dos outros só porque são turistas? E olha, se tem algo que eu odeio é quando alguém fica ouvindo a minha conversa. Saio de mim. E eles nem foram perguntar pro cobrador!

Bem, quando foi se aproximando do local, eu levantei e perguntei pro cobrador como fazia pra descer no Arpoador. Ele disse que ia me avisar, era só descer no ponto, ir em direção à praia e voltar à esquerda, a pé.

Quando eu tava voltando pro lugar, os dois pareciam dois cachorros abandonados e eu, a moça com a carne na mão. Mal sentei e eles já se viraram:


- Ele te explicou como faz pra chegar lá?


(Só o que falta, agora virei babá de turista. Eu devo ter uma cara muito de legal, sabe? Meu, quase mandei à merda nessa hora: eu, que moro aqui, ainda pergunto pra cobrador, motorista, porteiro, como faço pra chegar nos lugares! Eles não tem boca não? E o rapaz, que cocô de homem é esse que não toma as rédeas da situação e num ato de cavalheirismo vai se virar pra se achar?)


Mas tá, como sou um poço de paciência e bondade, falei que o cobrador ia avisar, e era pra virar à esquerda na hora que descer no ponto.

Só que, como eu mencionei anteriormente, eu NÃO SEI andar direito lá. Eu achei que já estava demorando muito (impaciente WHAT??), quando vi uma placa apontando “Leblon” e resolvi descer por conta própria (pensei que o cobrador tivesse esquecido de me avisar).

E QUEM VEM atrás da gente? O bendito casal. Foram nos seguindo. Até a minha amiga se cansou e disse – pra disfarçar:


- Sil, se importa se eu tirar uma foto da placa?

- Claro que não, dá aí a máquina...


E o casal passou pela gente e nós “UFA”. Até que eu olhei a placa de novo, li “Av. Nossa Sra de Copacabana” e disse:


- Caralho, ainda estamos em Copa!


Depois que me liguei, na placa onde eu li “Leblon”, embaixo estava escrito “Ipanema”. Quando nos viramos em direção a praia, mas pra continuar à direita, até o Arpoador, o casal estava entrando à esquerda, na praia de COPA. O certo era descer em Ipanema e voltar à esquerda pela praia de IPANEMA. Eles provavelmente estão andando até agora, procurando o Arpoador...


Bem-feito. Quem mandou seguir uma pessoa que nem sabe andar direito na Zona Sul?

03 Novembro, 2009

turistando

Nesse feriado, recebi a ilustre presença dessa amiga no Hell de Janeiro. Pra variar, rimos a lot de qualquer coisa, do cara topetudo que mexeu com ela, dos non-sense que encheram nosso saco, fofocamos sobre a vida, trabalho, peguetes (não necessariamente nessa ordem), relembramos velhas histórias que ficarão para a posteridade - daquelas que a gente tem orgulho em contar pra todo mundo rir da nossa cara (andar de camburão, subir em caixa d'água pra beber vinho, andar a pé até uma boate numa noite fail e ainda fazer sucesso - sem maquiagem, Oktoberfest - que por si só é uma história...) . E como não poderia deixar de ser, esse feriadão também ficou pra história. E ontem, andando pela orla de Ipanema, colecionamos algumas cantadas toscas:

- Nossa, que água de côco gostosa, hein!
- É meu filho, tá boa mesmo.

.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~

- Pode me levar pra casa, hein moça! Por 200 mil!
- Nem de graça.

E a gente para e pensa: nos conhecemos em Criciúma. Ela foi morar em Blumenau, depois eu fui morar fora, e nos encontrávamos em Criciúma. Depois, nos reencontramos em Curitiba. E agora, no Rio...onde será o próximo destino?
:)

Káááááá, já tou com saudades!

30 Outubro, 2009

pearls

Chegando em Ouro Preto, verdes de fome (8h balançando de van naquelas curvas – ainda bem que, pra distrair, ficamos maravilhados com os exemplos geológicos do caminho), segue o diálogo entre um colega e eu:

- NOSSA, mas sente esse cheirinho! Hmmm...
– Cheiro? Péra aí...
- To sentindo que isso é uma picanha mal-passada, suculenta, temperada com alho, sal e...
- Não Eugênio; isso é só cheiro de leite derramado.

~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.

(Eugênio enrolado com um mapa e falando com o motorista – que também era marinheiro de 1ª viagem -, tentando encontrar o caminho pra pousada):
- Calma lá...a gente tá aqui...essa é a Praça...então entra aqui, porque se o hotel é lá...
- Dá aqui, deixa eu dar uma olhada.

Após 10s analisando o mapa...

- Faz assim: volta o caminho até o Palácio Tiradentes, então entra aqui à direita, sobe essa ladeira à esquerda e chegamos na Praça. Daí é só descer essa rua, e aqui na metade fica o hotel.
- Nossa Silvia, que legal! Não sabia que tu conhecias Ouro Preto...
- E não conheço, só sei ler mapas.


Essa é a pousada...

28 Outubro, 2009

be happy

Numa das inúmeras paradas pro cafezinho, no trabalho, eis que começam a falar de religião: “Não entendo, como essas pessoas que não acreditam em Deus, não tem religião, não crêem em nada, são felizes? COMO eles vivem bem? Não faz sentido!” – e eu, lá, ouvindo, quieta. Juro que estava. Aí eles vêm e pedem a minha opinião...

Eu disse que o fato de eu ser feliz ou não, não depende de Deus. Não é o conforto das palavras que um padre/ pastor/ livro prega, que vai me trazer felicidade. Isso só depende de mim, e mais ninguém. Sou eu quem determina ser feliz em cada situação e momento da minha vida. Pra mim, o que não faz sentido é depositar a minha felicidade em cima de uma religião, pessoa, ou divindade – nesse caso, é certo que eu estaria com sérios problemas (pensaria logo no Transtorno Bipolar, coisa de família, sabe. Assunto íntimo que eu conheço bem). Mas o principal desses problemas é o de não assumir responsabilidade pelos meus atos. Afinal, é muito fácil agir feito uma imbecil e colocar a culpa em outra pessoa – ou depois de fazer a caca, pedir perdão a um ser que tem todos os poderes dos X-Man, Conan, e Smallville reunidos e ficar sossegada, pronta pra outra.

O que EU não entendo é como dá pra ser feliz com a sombra do Onipresente no teu pé, vigiando tudo o que tu fazes, das coisas mais banais às mais horrendas, anotando num caderninho todos os teus pecados, pro dia do Juízo Final, ele jogar na tua cara tudo o que tu fizeste em vida. Sei lá, a fome das crianças na África não é mais importante pra ele se preocupar, do que se eu passei a noite em luxúria?
Aí eu me pergunto (desde pequena): MASUÉ! Não é ele que perdoa todos os nossos pecados? Quer dizer, posso sair por aí matando a rodo, porém tenho uma chance no Reino das Nuvens Fofinhas... Mas se for estuprada e fizer um aborto, sou excomungada? Que porra de critério é esse, neguinho? Padrão analítico que é bom, nada, né?

E olha...se esse Deus existir, vou chegar na cara dele e dizer: tu és, disparado, o cara mais sarcástico e non-sense que pude conhecer. E se quiser me mandar pro Inferno, fique à vontade...porque pra mim aquilo é um resort de verão.

16 Outubro, 2009

trip

Domingo vou pra Ouro Preto e fico uma semana lá, num Congresso. Bom que vou aproveitar pra fazer papel de turista nas horas vagas - já que não consegui fazer isso no carnaval, devido a cerv...err, ladeiras e gente - MUITA gente - na cidade.
E dessa vez eu trago chocolate, doce, queijo e cachaça. Porque se eu voltar sem cachaça de Minas eu vou ficar muito triste. É como se eu não tivesse ido, sabe?
Falando em cachaça, semana passada aconteceu o Brasil Contemporâneo, na Marina da Glória, aqui no Hell. É uma exposição de agricultores e pequenos produtores de orgânicos, artesanato, e coisinhas do Brasil todo (o Acre ecziste, também estava lá!).



R$ 2,00 pra entrar, lá fomos eu e um amigo no último dia, 12/10. 11h da manhã, aquele sol e calor tão tipicamente cariocas (ou seja, insuportável), e começamos a passear pelos stands - que são separados por Estado, e as Regiões são separadas por pavilhões. Então, tem MUITA coisa MESMO. Quem mora aqui ou estiver de passagem, da próxima vez vale a pena passar e olhar. :)
Eu e meu amigo chegamos a algumas observações: tipo, no Sul, só tem comida. É o pavilhão campeão dos embutidos, vinhos e biscoitinhos, gente loira branca e com sotaque me fazia ficar óóóóunn saudade. Nordeste, tem muita decoração - rendas, coisas de crochê tipo saída de praia, xales (que em Criciúma é uma FORTUNA, lá custa R$ 15,00 /morre), e castanha. Muita castanha.
E os produtores oferecem degustação da marvada - às vezes cortesia, outras vezes pagando R$ 0,50, R$ 0,20, é possível provar uma dose da branquinha - ou amarelinha.
Começamos pelo Pavilhão Sul - que deveriam ter uns 20 ou 30 stands de cachaça. Intercalamos com uns cafés e fomos pro Stand de Minas...que só tem cachaça e queijo. Ah, alguns com doces. E no de Minas, deveriam ter uns 50 stands. Só em um, de RS, provei uns 3 tipos de pinga, mais uns 5 licores. Sei que saímos de lá tortos, dando 5 voltas no mesmo lugar pra achar a saída, e esse álcool todo no calorzinho do meio-dia não é muito agradável.
E também acho que essa degustação toda é tática pra gente ficar alegrinho e levar horrores dos produtos deles sem dó nem piedade, e só lembrar no outro dia, e ao invés de acordar com um barango do teu lado, verás aquele monte de garrafas de cachaça, licor de capuccino, de café, de menta...e pensar "WTF eu fiz?!"

Mas eu gostei dessa tática, viu. Acho digno! Todos os vendedores deveriam utilizar essa técnica de vendas!